Sabe aquela sensação de que o fim de semana simplesmente não existiu?
Você pisca e já é segunda-feira de novo. Mas não é só aquele desânimo comum de início de semana. É um peso no peito, uma vontade de chorar sem motivo aparente ou uma irritação que surge logo que o despertador toca. Você já se sentiu assim? Como se estivesse correndo uma maratona interminável, mas sem sair do lugar?
Muita gente acha que é só “fase difícil” ou necessidade de férias. Mas, às vezes, o corpo e a mente estão gritando algo mais sério. O Burnout não aparece de uma hora para a outra; ele vem chegando devagar, disfarçado de “vestir a camisa da empresa” ou de “dar conta de tudo”.
O problema é que a gente normaliza viver no limite. Só que existe uma linha tênue entre estar cansado e estar esgotado. E cruzar essa linha muda tudo.
Aqui estão 5 sinais de que a luz vermelha já acendeu (e talvez você não tenha percebido):
- Dormir não resolve mais. Sabe quando você dorme 8, 10 horas no fim de semana e, mesmo assim, acorda se sentindo “atropelado”? No esgotamento profissional, o descanso físico não recarrega a bateria mental. Você já acorda cansado, como se o sono não tivesse efeito reparador.
- O “tanto faz” virou rotina. Antes você se importava com os detalhes, vibrava com as conquistas ou se preocupava com os prazos. Agora? O cinismo tomou conta. Você se pega pensando “para que me esforçar se não vai mudar nada?” ou sente um distanciamento emocional das pessoas no trabalho. É como se você estivesse no piloto automático, anestesiado.
- A produtividade despencou (e a culpa aumentou). Tarefas que você tirava de letra agora levam o triplo do tempo. A concentração foge, a memória falha. E aí vem o ciclo cruel: você produz menos, se sente culpado, trabalha mais horas para compensar e se esgota ainda mais. É uma areia movediça.
- O corpo começou a falar. Dor de cabeça frequente, gastrite que não sara, imunidade baixa (qualquer gripezinha te derruba), tensão muscular constante. Quando a gente ignora a mente, o corpo dá um jeito de nos parar. Não é coincidência aquela dor nas costas que piora exatamente nas reuniões de segunda-feira.
- Você se irrita por qualquer coisa. A paciência ficou curta. Uma pergunta simples de um colega ou um e-mail novo na caixa de entrada já são suficientes para disparar uma raiva desproporcional ou uma vontade imensa de chorar no banheiro. A sensibilidade fica à flor da pele.

Não é fraqueza, é um pedido de socorro.
Se você leu esses pontos e pensou “nossa, sou eu”, respire fundo. Identificar é o primeiro passo. O Burnout não é sobre falhar profissionalmente; é sobre ter sido forte por tempo demais em condições que não favoreciam sua saúde. Ignorar esses sinais não vai fazer eles desaparecerem, e tentar “aguentar mais um pouco” pode custar caro para o seu bem-estar.
A boa notícia? Tem volta. É possível reencontrar o equilíbrio e a alegria de viver e trabalhar, mas, muitas vezes, precisamos de alguém para nos ajudar a reorganizar essa bagunça interna.
Vamos conversar? Se você se identificou com esses sintomas, a terapia pode ser o espaço de acolhimento que você precisa agora. Não espere chegar ao limite total. Agende uma conversa e vamos cuidar de você.