Você já pegou o celular para dar uma “olhadinha rápida”, rolou o feed por dez minutos e, quando bloqueou a tela, estava se sentindo estranhamente triste ou insatisfeito com a própria vida? É uma sensação ruim, né? Parece que todo mundo viaja mais, é mais feliz, tem relacionamentos perfeitos e corpos esculturais, enquanto a gente está aqui… na rotina de sempre. Se você já sentiu esse aperto, saiba de uma coisa: você não está sozinho nessa.
O grande truque das redes sociais é que elas são uma vitrine de “melhores momentos”. Ninguém posta a foto da pia cheia de louça, da discussão feia com o namorado ou daquela espinha que apareceu no dia da festa. A gente sabe disso racionalmente, claro. Mas emocionalmente? O nosso cérebro cai na armadilha da comparação o tempo todo.
A gente começa a comparar os nossos “bastidores” — com todos os problemas e inseguranças — com o “palco” montado dos outros. É uma competição injusta. E o resultado quase sempre é a sensação de que somos insuficientes, de que estamos ficando para trás. Isso vai minando a autoestima de um jeito silencioso, mas constante.
E tem a questão da autoimagem, que fica super distorcida. Com tantos filtros que afinam o nariz, limpam a pele e mudam até a estrutura do rosto, olhar no espelho de verdade pode virar um choque. A gente começa a perseguir um padrão de beleza que, na real, nem existe. É pixels, não pele.

Mas calma, não precisa jogar o celular fora e virar um eremita. O segredo está em como a gente consome isso. Já ouviu falar em “detox digital”? Não precisa ser radical. Começa fazendo uma faxina no seu feed: pare de seguir perfis que fazem você se sentir mal ou “menos”. Sério, o botão de “deixar de seguir” é libertador.
Tente também impor limites. Troque meia hora de rolagem de tela antes de dormir por um livro ou uma conversa real. Parece bobo, mas se reconectar com o mundo offline ajuda a lembrar que a vida real tem texturas, defeitos e belezas que nenhuma tela 4K consegue mostrar.
Sua autoestima não pode depender de quantos likes sua foto teve. Seu valor é muito maior que uma métrica de engajamento. Se reconectar consigo mesmo, longe dos filtros, é o primeiro passo para fazer as pazes com o espelho.
Se você sente que essa pressão das redes está pesada demais, que a comparação está paralisando sua vida ou que a ansiedade bate forte toda vez que abre o aplicativo, talvez seja hora de olhar para isso com mais carinho.
Se você se identificou com esses sinais, a terapia pode ajudar a fortalecer sua autoimagem e criar uma relação mais saudável com o digital. Agende uma conversa.