Dependência Emocional: Você sente que não consegue viver sem o outro?

Sabe aquela sensação de que o ar fica rarefeito quando a outra pessoa não está por perto? Ou aquele aperto no peito angustiante só de imaginar ter que tomar uma decisão simples sozinho? Pois é. Muita gente vive isso diariamente e confunde com “amor demais”, intensidade ou dedicação. Mas, lá no fundo, a gente sabe que o amor deveria trazer paz, e não essa ansiedade constante de que tudo vai desmoronar a qualquer minuto.

Vamos conversar sério sobre dependência emocional? É diferente de saudade ou de companheirismo. É quando a sua felicidade, o seu humor e até a sua autoimagem viram reféns do outro. É como se você entregasse o controle remoto da sua vida na mão do parceiro ou parceira. Se ele está bem, você está no céu; se ele fecha a cara, seu dia acaba. E isso cansa. Cansa muito.

O perigo é que isso acontece devagarinho. Você começa deixando de ver seus amigos porque o outro “prefere ficar em casa”. Depois, abandona aquele hobby que amava porque “não sobra tempo”. Quando vê, você se anulou. Começa a pisar em ovos dentro da própria casa, medindo cada palavra com medo de desagradar ou causar uma briga. Viver assim é viver em alerta máximo, e ninguém aguenta essa tensão pra sempre.

Muitas vezes, a dependência emocional é a porta de entrada para relacionamentos desequilibrados ou até abusivos. Fique atento aos sinais: você sente que precisa pedir desculpas o tempo todo, mesmo sem ter feito nada? Sente que, não importa o quanto se esforce, nunca é bom o suficiente? O silêncio do outro te pune? Isso não é parceria. Relacionamento saudável é troca, é soma, não é um fardo que você carrega morro acima sozinho.

A boa notícia é que dá para virar essa chave. O primeiro passo, e talvez o mais corajoso, é admitir que algo não vai bem. Reconhecer que você merece mais do que migalhas de atenção ou aprovação. Recuperar a sua autonomia dá medo, claro, mas é libertador descobrir que você é, sim, capaz de ser feliz por conta própria e que um relacionamento deve ser um complemento, não a sua única razão de existir.

Se você leu isso e sentiu um nó na garganta ou se viu nessas situações, respire fundo. Você não precisa desenrolar esse novelo sozinho. Entender por que agimos assim e fortalecer a autoestima é um processo.

Se você se identificou com esses sinais, a terapia pode ajudar. Agende uma conversa.

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