Síndrome do Impostor: Por que sinto que sou uma fraude no trabalho?

Sabe aquela sensação estranha de que, a qualquer momento, alguém vai entrar na sala, apontar o dedo para você e dizer: “Ei, você não sabe o que está fazendo! Você enganou todo mundo até agora!”? Se esse frio na barriga te visita com frequência, mesmo quando você recebe elogios ou conquista uma promoção, saiba que você não está sozinho nessa.

Muitas vezes, a gente olha para as nossas conquistas e pensa que foi “sorte”, que “o chefe estava de bom humor” ou que “ajudaram demais”. É como se houvesse uma desconexão entre o que você faz e como você se enxerga. A gente minimiza o próprio esforço e maximiza qualquer pequeno erro, criando um ciclo de ansiedade silenciosa. Você sorri e agradece o parabéns, mas por dentro está pensando: “Se eles soubessem a verdade…”.

Isso tem nome: Síndrome do Impostor. E o mais curioso é que ela adora aparecer justamente para pessoas competentes e dedicadas. É aquela vozinha chata que insiste em dizer que você não é bom o suficiente, não importa quantos diplomas ou resultados positivos você acumule.

O problema é que viver com medo de ser “desmascarado” é exaustivo. Você acaba trabalhando o triplo só para garantir que ninguém perceba suas supostas falhas, ou, pelo contrário, começa a procrastinar por medo de não entregar algo perfeito. É uma armadilha mental onde a régua está sempre inatingível.

Mas vamos colocar os pés no chão um pouquinho? Ninguém sabe tudo. Aquela pessoa que você admira no escritório também tem dúvidas, também pesquisa no Google escondido e também sente medo antes de uma apresentação importante. A diferença é que a gente vê o “palco” dos outros e compara com os nossos “bastidores” bagunçados. Isso não é justo com você.

Comece a olhar para a sua trajetória com mais carinho. Tente anotar as coisas legais que você entregou no último mês. Não precisa ser nada grandioso, tipo salvar a empresa da falência. Pode ser aquele relatório bem feito, a ajuda que você deu a um colega ou um problema chato que você resolveu. Isso não foi sorte. Foi você.

Aceitar que somos seres em construção é libertador. Errar faz parte, não saber uma resposta na ponta da língua faz parte. Isso não te torna uma fraude, te torna humano. A perfeição que a gente busca na nossa cabeça não existe no mundo real.

Se livrar dessa sensação não acontece do dia para a noite, é um exercício diário de autoaceitação. É aprender a receber um elogio apenas dizendo “obrigado”, sem dar uma desculpa ou justificativa logo em seguida. Tente fazer isso hoje.

Lembre-se: sua carreira é construída passo a passo, e você tem mérito em cada degrau que subiu. Não deixe que o medo te impeça de ver o profissional incrível que você já é.

Se você se identificou com esses sinais e sente que essa insegurança está travando seu crescimento ou tirando sua paz, a terapia pode ajudar a ajustar essa autoimagem. Agende uma conversa, vamos entender isso juntos.

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